NÚMEROS DA CIDADE

A Grande Belo Horizonte envolve 9 municípios conurbados, entre eles a capital, formando uma grande cidade contínua, com uma população de 4,33 milhões de habitantes. Esses moradores representam 88% da população da Região Metropolitana, que congrega 34 municípios, com uma população total estimada em 4,883 milhões de pessoas.

A Região Metropolitana tem um crescimento continuado, porém por expansão dos municípios que não a capital. Belo Horizonte, no entanto, ainda congrega a maior parte da população, do comércio e dos serviços, mantendo-se como o centro metropolitano dominante.

A cidade, que havia se estruturado em torno do centro e do vetor oeste, mudou seus eixos de crescimento, a partir do desenvolvimento da região industrializada de Contagem e Betim. Hoje temos a fixação da população de maior renda no vetor sul, levando para junto dela o comércio e os serviços mais sofisticados, e o desenvolvimento do vetor norte, com dois elementos predominantes: a expansão periférica da pobreza para áreas com valores imobiliários mais baixos e a ocupação da riqueza em condomínios fechados utilizados para a segunda residência (fins de semana e férias).

A expansão do vetor norte foi reforçada pela intervenção do Governo Estadual mediante:


  • A implantação do novo Centro Administrativo, transferindo os órgãos públicos para uma única área


  • A ativação do aeroporto internacional de Confins, como a porta de entrada aérea da cidade, restringindo as operações do aeroporto de Pampulha apenas a voos regionais ou à aviação executiva


  • A ampliação e remodelação das vias de acesso ao aeroporto.



  •  Belo Horizonte em números

     Fundação: 12 de dezembro de 1897
     Área: 331,4 km²
     População: 2.375.151
     Densidade: 7167,02
     PIB: R$ 51.661.760
     IDH: 0,839
     População do Estado de MG: 19.597.330
     Profissionais celetistas ocupados: 1.370.942
     Taxa de desemprego da região metropolitana: 3,12%



    Transportes

    Carros

    A frota de veículos da Região Metropolitana de Belo Horizonte foi a que mais cresceu nos últimos anos, quando comparada a outras capitais do país, chegando a 1.055.190 automóveis. A taxa média de crescimento do número de veículos em BH foi de 7,07%, enquanto que nas cidades conurbadas a elevação foi maior, com um índice de 10,19%. A taxa de crescimento da frota de veículos na localidade superou a da cidade de São Paulo: apesar do estado de SP ter um maior número de veículos, estes dados refletem o crescimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que teve aumento do nível de emprego e, consequentemente, de poder aquisitivo, de maneira que este crescimento deve se manter elevado nos próximos anos.



    Ônibus

    O sistema de transporte coletivo é predominantemente de ônibus comum, não havendo nenhum sistema em BRT ou VLT. A velocidade média de ônibus na área central é de 12,6 km/h no pico da manhã, enquanto na parte da tarde atinge 9,2 km/h.



    Metrô

    É operado pela SBTU (Sistema Brasileiro de Trens Urbanos) e possui 28,2 km de extensão. O trecho que vai de Eldorado a Vilarinho (Linha 1) tem 19 estações, 25 trens em operação e possui 05 terminais de integração, com 173 linhas regulares de ônibus. Operando desde 1986, quando foi inaugurado, então com 10,8 km de extensão, o Metrô conta com apenas uma linha, que transporta 144 mil usuários por dia.



    Aeroporto

    A região é atendida por dois aeroportos principais. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, que fica em Confins, tem capacidade anual de 10,2 milhões de passageiros/ano, mas já transporta 10.200.348 passageiros. Já o Aeroporto de Belo Horizonte, que fica na Pampulha, tem capacidade para absorver 774.881 passageiros/ano.



    Habitação

    O déficit habitacional em Minas Gerais totaliza a necessidade de 474.427 novas unidades habitacionais, com uma participação de 7,8% no déficit em âmbito nacional. Desse total, a Região Metropolitana de Belo Horizonte tem uma participação de 24,38%, concentrando uma carência de 115.389 moradias. Em Belo Horizonte, o número de aglomeradas subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, entre outros) representam 11,51% das moradias, onde residem mais de 307 mil pessoas - 12,96% da população do município. Nas cidades conurbadas, os aglomerados subnormais representam 51.171 moradias, onde vivem mais de 179 mil pessoas.

    Saneamento

    Apenas 718 domicílios em BH não possuem água canalizada, sendo que 99,71% dos domicílios são abastecidos por uma rede geral. Nas cidades conurbadas a Belo Horizonte, os municípios que possuem o maior percentual de domicílios sem agua canalizada são Nova Lima, com 7,30% das residências, Ribeirão das Neves e Sabará, com 4,23% cada. Em BH, 96,08 dos domicílios têm como tipo de esgotamento sanitário uma rede geral ou pluvial, e apenas 0,06% dos domicílios não possuem nenhum tipo de esgotamento. Quanto à coleta de lixo, 99,50% dos domicílios possuem coleta de lixo. Deste universo, 97,81% são coletados por serviços de limpeza e apenas em 3.797 residências o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio, lago ou mar.

    * Os dados constituem as versões mais atualizadas (2008 a 2012) das seguintes fontes: IBGE, Denatran, Prefeitura de BH, Governo do Estado de MG e Secretaria de Habitação de BH. Eles foram compilados e analisados pelo Depto. de Dados Setoriais do Sinaenco.