NÚMEROS DA CIDADE

Goiânia é a segunda cidade mais populosa do Centro Oeste e a 12ª do Brasil. Sua atividade econômica é voltada para a indústria e agricultura, entretanto o setor de serviços vem ganhando espaço na região. Possui o maior índice de área verde por habitante do país, porém sua crescente urbanização enfrenta desafios provenientes da necessidade de preservar e de se desenvolver ao mesmo tempo.

A capital concentra a maior parte da população, nível de investimento, disponibilidade de serviços e emprego do estado. O crescimento de Goiânia faz com que grande parte das oportunidades se concentre nesta região. Em contrapartida, o custo de vida está se tornando mais alto.

Para aproveitar as oportunidades de Goiânia criaram-se novos polos de desenvolvimento que, por se integrarem com a capital, atraíram a migração da população, assim como oportunidades de emprego e investimentos.

A questão crucial é que na maioria das vezes, a melhoria da infraestrutura não se adequa ou se moderniza na mesma intensidade que o crescimento populacional, dificultando o melhor atendimento das necessidades básicas para uma grande cidade.


Goiânia em números

Fundação: 24 de outubro de 1933
Área: 732,8 km²
Densidade: 1776,75 hab/km²
IDH: 0,832
PIB: R$ 24.445.744,00
População do município: 1.302.001
População do Estado: 6.003.788



Transporte

A frota do estado de Goiás registrou um crescimento médio de 10,14% ao ano, entre 2008 e 2012. Já em Goiânia, a taxa média de crescimento do número de veículos foi de 6,81%, totalizando hoje 531.439 veículos, enquanto nas cidades conturbadas a elevação foi maior, com um índice de 10,19%. Assim como em outros estados, as cidades conurbadas vêm apresentando um crescimento superior ao da capital. Nas cidades que se desenvolvem ao redor de Goiânia, a taxa de crescimento médio da frota de automóveis nos últimos cinco anos foi de 14,41%, com destaque para as cidades de Goianira e Abadia de Goiás, que atingiram percentuais de 20,61% e 18,62%, três vezes superior à taxa média da capital. Na última década, os números de veículo em Goiânia quase dobraram, com um crescimento acumulado (2002 – 2012) de 75,06%; já as cidades conurbadas registraram uma elevação de 301,31%. Para a próxima década é possível afirmar que se Goiânia mantiver o crescimento médio anual dos últimos anos, irá registrar um crescimento de 55,30% em 2022 – considerando um cenário com uma taxa “pessimista” de 4,5% - e dobrar a sua frota através de uma elevação de 102,29%, em 2029.

Como toda grande capital, Goiânia também tem problemas de mobilidade urbana. A cidade não dispõe de linhas de metrô ou trens, atendendo a população apenas com ônibus. Existe a previsão de três grandes projetos para a melhoria de mobilidade na capital:

  • VLT Eixo Anhanguera: prevê a implantação de VLT para um trajeto de 13,6 km para ligação leste – oeste. Inicialmente a conclusão seria em 2015, mas como a licitação está atrasada, deverá ocorrer mudanças neste cronograma.
  • Corredor de ônibus Eixo T63: integra projeto de 14 corredores preferenciais em um trajeto de 6 km.
  • BRT Norte – Sul: ação constante no PAC 2 para um trajeto de 26 km. O projeto básico já foi finalizado, mas não tem previsão para início das obras.

O transporte coletivo em Goiânia atende 600 mil passageiros por dia através de 56 linhas, que contam com uma frota de 1.450 veículos. O sistema é operado pela RMTC (Rede Metropolitana de Transporte Coletivo) e atende a 18 municípios, incluindo Goiânia. Dentre os municípios atendidos destacam-se as cidades conurbadas, onde residem 1.855.418 habitantes, representando 93% do total de habitantes dos municípios constituintes da RMTC. A RMTC é formada por 266 linhas de ônibus, com um modelo de ampla integração físico-tarifária entre elas, estruturada através de 20 terminais de integração e de centenas de pontos de conexão eletrônica, para qualquer destino em toda a RMG, pagando-se uma única tarifa integrada.

O Aeroporto Santa Genoveva – Goiânia tem capacidade para transportar 600.000 mil passageiros/ano e movimentou em 2012 o total de 3.063.649 passageiros.


Habitação

O déficit habitacional no estado de Goiás totaliza a necessidade de 162.762 moradias, o que representa um percentual de 2,93% em âmbito nacional. Para a capital Goiânia, a prefeitura afirma que o déficit habitacional é de 30 mil moradias.

A capital tem uma participação muito pequena de aglomerados subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, entre outros), representando apenas 0,25% ou 1.066 moradias, onde residem em condições precárias um pouco mais de 3 mil pessoas ou 0,27% da população do município. Comparadas a outras capitais, o déficit habitacional no estado é muito baixo e, em âmbito nacional, possui uma participação ínfima de 0,8%.

Saneamento

Do total de domicílios existentes no Estado, 2,62% ou 49.329 mil residências não possuem água canalizada e 79,31% são abastecidos por uma rede geral. Já os 20,69% ou 390 mil moradias mantêm outra forma de abastecimento (poços, rios nascentes etc.). Considerando apenas a área urbana, o índice é superior, pois 86,72% dos domicílios são abastecidos por uma rede geral, sendo que os 13,28% das moradias restantes mantêm outras formas de abastecimento. Já em Goiânia, apenas 0,92% dos domicílios não têm água canalizada (3.870 moradias). A cidade possui bons índices de abastecimento de água: 92,97% dos domicílios são atendidos por uma rede geral de água. Nas cidades conurbadas, 6,15% dos domicílios não tem água canalizada. Sobre a forma de abastecimento, constata-se que somente 65,08% dos domicílios são atendidos por uma rede geral de água. Todas as cidades conurbadas possuem índices de atendimento baixos, sendo que o pior resultado pertence à Aparecida de Goiânia, onde o nível de atendimento por rede geral é de apenas 57,50%.

O estado de Goiás apresenta baixos índices de atendimento por esgotamento sanitário, evidenciando a necessidade de investimentos na área de saneamento. Do total de domicílios, apenas 36,02% das residências têm como tipo de esgotamento sanitário uma rede geral de esgoto ou pluvial, enquanto 49,66% têm como tipo de esgotamento fossas rudimentares. Em Goiânia, os resultados são melhores por se tratar de uma capital, mas mesmo assim ainda são insatisfatórios. O índice de atendimento aos domicílios por uma rede geral de esgoto é de 69,81%, e um grande percentual de domicílios ainda é atendido por fossa rudimentares, exatamente 21,86%.

Em Goiás, 91,02% dos domicílios possuem coleta de lixo e, deste universo, 85,75% têm como destino do lixo a coleta por serviços de limpeza. Nas demais 268 mil residências que representam 14,25% do total, o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio, lago ou mar. Já em Goiânia, os índices são bem melhores, com 99,81% dos domicílios com coleta de lixo e, dentro deste universo, 93,18% é coletado por serviços de limpeza.


* Os dados constituem as versões mais atualizadas (2008 a 2012) das seguintes fontes: IBGE, Denatran, Prefeitura de Goiânia, Governo do Estado de GO e Secretaria de Habitação de Goiânia. Eles foram compilados e analisados pelo Depto. de Dados Setoriais do Sinaenco.