NÚMEROS DA CIDADE

Brasília, a capital federal do Brasil, possui 2,5 milhões de habitantes, o que a torna a quarta cidade mais populosa do país. Se considerado somente o PIB per capita, mantém o segundo maior da nação.

Brasília é o centro de uma região metropolitana, ainda que informal e não institucionalizada, conurbada com quatro municípios do Estado de Goiás, limítrofe ao Distrito Federal, que são cidades dormitórios da capital federal, com a economia e vida urbana inteiramente dependente de Brasília.

A cidade de Brasília é, nesse sentido, tripartida, com um plano piloto onde estão os prédios que sediam os órgãos e entidades federais, os servidores públicos de maior nível e renda e a rede hoteleira, apoiada pelo comércio e serviços.

Na sua periferia estão as cidades satélites, cidades dormitórios onde estão os servidores públicos de menor categoria e renda, assim como os trabalhadores das atividades privadas.

Fora do território do Distrito Federal, sem a sujeição da ordenação urbana, estão os mais pobres, ocupando desordenadamente o território, repetindo as mazelas das outras grandes cidades.

Desenvolve-se sem grandes intervenções públicas na infraestrutura, mas a sua configuração urbana sofre sucessivas alterações por conta do mercado imobiliário privado, que passa a ser um supridor de novas edificações e instalações para abrigar a expansão da máquina federal. Não obstante algumas distorções pontuais, a configuração estrutural do Plano Piloto mantém as características do seu planejamento inicial.

Embora prevista como uma cidade para circulação por carro, tem na falta de espaços para estacionamento um dos seus principais problemas que, ademais, afetam a fluidez do trânsito por conta dos motoristas que ficam circulando em busca de vaga.

Prevista para ser uma cidade compacta, não cumpriu inteiramente a sua vocação urbana.


Brasília em números

Fundação: 21 de abril de 1960
Área: 5787,8 km²
Densidade: 444,07 hab/km²
IDH: 0,844
PIB: R$ 149.906.319
População distrital: 2.570.160





Habitação

O déficit habitacional em Brasília totaliza a necessidade de 103.896 moradias, o que representa um percentual de somente 1,87% em âmbito nacional. Do total de domicílios existentes em Brasília, somente 4,71% deles ou 36.504 encontram-se na condição de aglomerados subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, entre outros), e são responsáveis por concentrar 5,22% da população do estado.


Transporte

Carros

Em Brasília, quase 40% da população residente possui automóvel. Devido a esta alta concentração, registrou o menor crescimento acumulado do país, de 29,91% entre 2008 e 2012, e média anual de 6,76%, totalizando hoje 1.026.163 veículos. Considerando a última década, a variação acumulada do número de veículos foi de 87,54%. Os municípios conurbados tiveram uma evolução acumulada de 73,92%, entre 2008 e 2012, e média anual de 14,85%. Entre o período de 2002 e 2012, o número de automóveis nestas cidades teve um aumento de 253,29%, e mesmo com uma frota de veículos baixa, qualquer crescimento causa grandes alterações percentuais.


Ônibus

O Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (STPC) é operado pela autarquia DFTRANS, que subdivide o transporte em vários nichos, de acordo com o serviço prestado. Em média, o sistema transporta mensalmente 15 milhões de passageiros.


Metrô

O projeto do sistema metroviário do DF conta com 29 estações, das quais 24 estão em funcionamento. Possui uma frota de 32 trens, que transportam em média 130 mil passageiros diariamente, por uma extensão de 42,38 km. O Metrô-DF faz a ligação entre Brasília e as regiões administrativas.


Aeroporto

O Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubistchek possui capacidade para transportar 16 milhões de passageiros ao ano, sendo que em 2012 movimentou 15.891.530 de pessoas.


Saneamento

Do total de domicílios existentes, 0,44% ou 3.417 residências não possuem água canalizada, sendo que 95,11% são abastecidos por uma rede geral. Nas cidades conurbadas à capital federal, em 4,71% do total de domicílios não existe água canalizada. Entre as residências que possuem abastecimento de água, o índice de atendimento por rede geral é de 69,61%, sendo que a segunda principal forma de uso é por meio da água de poço ou nascente, o que funciona para 26,25% dos domicílios.

A capital federal apresenta índices medianos no atendimento do esgotamento sanitário, sendo que 80,51% dos domicílios possuem uma rede geral de esgoto ou pluvial. A segunda principal forma de esgotamento é por fossas rudimentares, que representam 10,86% do total. Apenas 0,08% das residências não possuem esgoto. Nas cidades conurbadas, os índices dos municípios conurbados são insatisfatórios, já que somente 25,16% dos domicílios têm uma rede geral de esgoto ou pluvial. O principal tipo de esgotamento são as fossas rudimentares, que representam 52,76% das casas. Este tipo de esgotamento é considerado inadequado e revela a necessidade de investimento em saneamento básico na região.

Do total de domicílios existentes, 97,04% possuem coleta de lixo e, deste universo, 82,80% têm como destino do lixo a coleta por serviços de limpeza. Nas demais 133 mil residências, que representam 17,20% do total, o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio, lago ou mar. Quanto às cidades conurbadas, todas as cidades apresentam índices satisfatórios para o destino do lixo, sendo que 92,28% são coletados e, deste universo, 83,03% é coletado por serviço de limpeza. Em 20.869 domicílios ou 16,97% do total, o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio, lago ou mar.


* Os dados constituem as versões mais atualizadas (2008 a 2012) das seguintes fontes: IBGE, Denatran e Governo do Distrito Federal. Eles foram compilados e analisados pelo Depto. de Dados Setoriais do Sinaenco.